quarta-feira, janeiro 12, 2011
Vivências...
Sou professora de Língua Portuguesa e Redação e há alguns dias estava trabalhando numa turma de Ensino Médio o Gênero Textual: Artigo de Opinião.
Nesta oportunidade discutíamos temas da atualidade com vistas a adquirir informações sobre assuntos diversos para depois de nos apropriarmos também da estrutura textual construir um texto de qualidade.
Gravei em DVD e levei para que a turma pudesse analisar uma propaganda divulgada pela rede Globo de televisão que abordava a proibição ou restrição do horário de veiculação da propaganda de cerveja na televisão – texto assinado pela Associação Brasileira de Publicidade que argumentava que o Congresso Nacional estava tentando instalar censura e castrar a nossa tão valiosa liberdade de expressão.
Ao assistir várias vezes a propaganda gravada, discutimos o assunto e os alunos se posicionaram a favor do que era veiculado já que para construção do texto em estudo era necessário emitir opinião sobre o tema. Depois disso apresentei ao grupo um Ensaio de Roberto Pompeu de Toledo – publicado na Revista Veja de 04/06/2008.
Texto em que o autor apresenta de modo crítico e também satírico os verdadeiros motivos de veiculação daquela propaganda na TV. Após a leitura do texto, os alunos ficaram impressionados com o poder de persuasão da TV, mudaram de opinião e passaram a “desconfiar” da intencionalidade do que a mídia divulga. Na realidade a propaganda veiculada objetivava continuar propagando o uso exagerado de bebidas alcoólicas e ainda associando ao consumo a beleza da mulher, o esporte, exibindo artistas famosos e ainda sob a justificativa de que a cerveja possui pouco álcool, como se não soubéssemos que o que de fato importa é a quantidade ingerida e não o valor alcoólico de qualquer bebida.
Durante esta atividade priorizei não só o vídeo programado (filmes, documentários, etc), mas essencialmente a discussão sobre as propagandas que veiculam no cotidiano que quase sempre os jovens assistem e digerem como verdades absolutas o que os torna, cada vez mais, reféns da publicidade.
Nesta oportunidade discutíamos temas da atualidade com vistas a adquirir informações sobre assuntos diversos para depois de nos apropriarmos também da estrutura textual construir um texto de qualidade.
Gravei em DVD e levei para que a turma pudesse analisar uma propaganda divulgada pela rede Globo de televisão que abordava a proibição ou restrição do horário de veiculação da propaganda de cerveja na televisão – texto assinado pela Associação Brasileira de Publicidade que argumentava que o Congresso Nacional estava tentando instalar censura e castrar a nossa tão valiosa liberdade de expressão.
Ao assistir várias vezes a propaganda gravada, discutimos o assunto e os alunos se posicionaram a favor do que era veiculado já que para construção do texto em estudo era necessário emitir opinião sobre o tema. Depois disso apresentei ao grupo um Ensaio de Roberto Pompeu de Toledo – publicado na Revista Veja de 04/06/2008.
Texto em que o autor apresenta de modo crítico e também satírico os verdadeiros motivos de veiculação daquela propaganda na TV. Após a leitura do texto, os alunos ficaram impressionados com o poder de persuasão da TV, mudaram de opinião e passaram a “desconfiar” da intencionalidade do que a mídia divulga. Na realidade a propaganda veiculada objetivava continuar propagando o uso exagerado de bebidas alcoólicas e ainda associando ao consumo a beleza da mulher, o esporte, exibindo artistas famosos e ainda sob a justificativa de que a cerveja possui pouco álcool, como se não soubéssemos que o que de fato importa é a quantidade ingerida e não o valor alcoólico de qualquer bebida.
Durante esta atividade priorizei não só o vídeo programado (filmes, documentários, etc), mas essencialmente a discussão sobre as propagandas que veiculam no cotidiano que quase sempre os jovens assistem e digerem como verdades absolutas o que os torna, cada vez mais, reféns da publicidade.
domingo, agosto 15, 2010
Mídia e Cultura

Partindo do pressuposto de que mídias são os diversos artefatos e meios de difusão da informação e cultura é a soma dos conhecimentos socialmente construídos, sabe-se que relacionam-se intimamente já que um publica aquilo que construído pelo outro.
Mas essas não são ações pontuais e isoladas, são de tal modo fundidas que é inclusive difícil dissociar.
É importante ratificar que a funcionalidade da mídia não se restringe simplesmente a difusão de cultura, mas também a constitui já que faz parte da evolução histórica de um tempo e neste tem o seu valor altamente ressignificado. Assim a caracterização da cultura é feita através das diversas mídias e as mídias por si, constituem a cultura da atual sociedade.
A evolução do tempo é responsável pela incorporação e integração desses conceitos é esse movimento social que faz a cultura de hoje valorizar a mídia e vice/versa. Como fundamenta Nestor Garcia Canclini, o termo Cultura pode ser mais bem definido como Produção, Circulação e Apropriação de Significados - que naturalmente vão sendo experimentados e sofisticados pela sociedade, com o passar dos tempos.
Mas essas não são ações pontuais e isoladas, são de tal modo fundidas que é inclusive difícil dissociar.
É importante ratificar que a funcionalidade da mídia não se restringe simplesmente a difusão de cultura, mas também a constitui já que faz parte da evolução histórica de um tempo e neste tem o seu valor altamente ressignificado. Assim a caracterização da cultura é feita através das diversas mídias e as mídias por si, constituem a cultura da atual sociedade.
A evolução do tempo é responsável pela incorporação e integração desses conceitos é esse movimento social que faz a cultura de hoje valorizar a mídia e vice/versa. Como fundamenta Nestor Garcia Canclini, o termo Cultura pode ser mais bem definido como Produção, Circulação e Apropriação de Significados - que naturalmente vão sendo experimentados e sofisticados pela sociedade, com o passar dos tempos.
Mídias na Escola

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiFozAdGew8k-ieHj9LdPM12tRgpVg1QW95LMKP29HDADVWajPBaPambIw_vpUHgllVZtvWN2Gsuol3PoRqo1nnmmIV53J3Y3klh38E_LqK2uwO3GuZ7g-oiMBEcSLNgV60IEOepeUwodQ/s1600-r/captionit131620I760D36.jpg
Se a utilização de mídias na educação é algo que precisa ser melhor difundido a sua integração é algo ainda mais necessário e urgente.
A utilização contextualizada das mídias na educação dinamiza, diversifica, ilustra e potencializa as ações educativas. Mas para que isso ocorra é extremamente necessário que esta utilização se dê de modo significativo – que faça parte do contexto de aprendizagem – que não seja somente para ocupar o tempo pedagógico que às vezes é extremamente ocioso.
Se bem inseridas no processo teremos todas as mídias, digitais ou não a disposição para tornar o processo ensino-aprendizagem mais dinâmico e também mais real – já que convivemos com diversas mídias no nosso cotidiano.
Para exemplificar estas afirmações recorro a minha realidade como professora de escolas da rede pública e privada de ensino em que existem diversas mídias a disposição e sua utilização é extremamente esporádica e quase sempre descontextualizada também. Possuímos laboratório de informática educativa, TV, Vídeo, DVD, Câmera Filmadora, Monitor Educacional (TV Pen Drive) e diversos outros recursos e a mídia record de utilização é somente o livro didático – como ditador de verdades absolutas e única fonte de conhecimento autorizada no contexto educacional.
Para conseguirmos desenvolver efetivamente um trabalho integrador das Mídias na Educação é urgente e necessário:
a) Investir na Formação Continuada dos Educadores;
b) Difundir as mídias como potencializadores das ações educativas;
c) Ressignificar o trabalho pedagógico a partir da Pedagogia de Projetos.
Nada mais significativo para integrar e significar o conhecimento do que a pedagogia de projetos que propõe a resolução de problemas reais como motivo para pesquisa e produção de conhecimento. Aqui temos algo que motiva, estimula e naturalmente integra as mídias já que todo o conhecimento deve ser em prol do que se quer investigar. Se nem as áreas do conhecimento precisam estar isoladas muito menos os instrumentos utilizados para que o conhecimento de fato se consolide.
Receio que a terceira margem do rio seja um espaço reservado para os profissionais da educação que negam a utilização das mídias, pois apesar do sol ter nascido para todos, nem todos o veem.
A utilização contextualizada das mídias na educação dinamiza, diversifica, ilustra e potencializa as ações educativas. Mas para que isso ocorra é extremamente necessário que esta utilização se dê de modo significativo – que faça parte do contexto de aprendizagem – que não seja somente para ocupar o tempo pedagógico que às vezes é extremamente ocioso.
Se bem inseridas no processo teremos todas as mídias, digitais ou não a disposição para tornar o processo ensino-aprendizagem mais dinâmico e também mais real – já que convivemos com diversas mídias no nosso cotidiano.
Para exemplificar estas afirmações recorro a minha realidade como professora de escolas da rede pública e privada de ensino em que existem diversas mídias a disposição e sua utilização é extremamente esporádica e quase sempre descontextualizada também. Possuímos laboratório de informática educativa, TV, Vídeo, DVD, Câmera Filmadora, Monitor Educacional (TV Pen Drive) e diversos outros recursos e a mídia record de utilização é somente o livro didático – como ditador de verdades absolutas e única fonte de conhecimento autorizada no contexto educacional.
Para conseguirmos desenvolver efetivamente um trabalho integrador das Mídias na Educação é urgente e necessário:
a) Investir na Formação Continuada dos Educadores;
b) Difundir as mídias como potencializadores das ações educativas;
c) Ressignificar o trabalho pedagógico a partir da Pedagogia de Projetos.
Nada mais significativo para integrar e significar o conhecimento do que a pedagogia de projetos que propõe a resolução de problemas reais como motivo para pesquisa e produção de conhecimento. Aqui temos algo que motiva, estimula e naturalmente integra as mídias já que todo o conhecimento deve ser em prol do que se quer investigar. Se nem as áreas do conhecimento precisam estar isoladas muito menos os instrumentos utilizados para que o conhecimento de fato se consolide.
Receio que a terceira margem do rio seja um espaço reservado para os profissionais da educação que negam a utilização das mídias, pois apesar do sol ter nascido para todos, nem todos o veem.
A Construção do Conhecimento e as Novas Tecnologias
http://www.domboscoitaquera.org.br/congresso/administrativo/palestras/37.jpgO ato de aprender e consequentemente o desenvolvimento humano sempre foram motivo de curiosidade e pesquisa dos que buscam elucidar como de fato ocorrem esses processos seja no âmbito social, afetivo ou cognitivo.
A aprendizagem somente será verdadeira se considerar a ação, a descoberta, a motivação, a construção e o contexto atual. Se é no bojo da sociedade da cibercultura, da temática, das mídias e da era digital que se dá a formação de uma nova sociedade esse espaço que não pode ser negado pela escola, mas sim explorado como potencializador das ações educomunicativas.
Como bem afirma o jargão, “formar cidadãos críticos”, implica não negar as possibilidades de inclusão digital através de uma prática educativa que esteja em sintonia com o real – preparar para vida é pouco, já que a vida acontece agora, então por meio do uso contextualizado das Tecnologias na Educação poderemos aproximar o currículo escolar do que de fato acontece além dos muros da escola.
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